CÓDIGO CIVIL
Lei Nº 10.406, de 10 de Janeiro de 2002.
Artigo 2007
São sujeitas à redução as doações em que se apurar excesso quanto ao que o doador poderia dispor, no momento da liberalidade.
§ 1º O excesso será apurado com base no valor que os bens doados tinham, no momento da liberalidade.

§ 2º A redução da liberalidade far-se-á pela restituição ao monte do excesso assim apurado; a restituição será em espécie, ou, se não mais existir o bem em poder do donatário, em dinheiro, segundo o seu valor ao tempo da abertura da sucessão, observadas, no que forem aplicáveis, as regras deste Código sobre a redução das disposições testamentárias.

§ 3º Sujeita-se a redução, nos termos do parágrafo antecedente, a parte da doação feita a herdeiros necessários que exceder a legítima e mais a quota disponível.

§ 4º Sendo várias as doações a herdeiros necessários, feitas em diferentes datas, serão elas reduzidas a partir da última, até a eliminação do excesso.


 
 
 
Resumo Jurídico

Prescrição: A Perda do Direito de Exigir em Juízo

O artigo 2007 do Código Civil estabelece um prazo para que uma pessoa possa ingressar com uma ação judicial para cobrar uma dívida ou fazer valer um direito. Esse prazo é chamado de prescrição.

O que significa prescrição?

Em termos simples, se você tem um direito a ser exercido judicialmente, mas não o faz dentro de um determinado tempo, você perde o direito de cobrá-lo na justiça. Isso não significa que a dívida ou o direito desaparecem por completo, mas sim que o indivíduo não poderá mais recorrer ao Poder Judiciário para exigir o seu cumprimento.

O prazo geral de prescrição:

A lei estabelece um prazo geral de dez anos para a maioria das ações. Isso significa que, em regra, uma pessoa tem dez anos para entrar com um processo judicial para exigir um direito.

Quando o prazo começa a contar?

O prazo de prescrição começa a contar a partir do momento em que o direito é violado ou se torna exigível. Por exemplo, se alguém te deve um dinheiro e a data de pagamento já passou, o prazo de prescrição começa a contar a partir do dia seguinte ao vencimento da dívida.

Exceções e prazos menores:

É importante notar que existem diversos tipos de direitos e situações que possuem prazos de prescrição menores que os dez anos gerais. A lei prevê esses prazos específicos para diferentes casos, como, por exemplo:

  • Cobrança de aluguéis: Geralmente, o prazo é de três anos.
  • Direito de reparação civil (indenização por danos): O prazo é de três anos.
  • Direito de crédito de empregadores contra empregados: O prazo é de dois anos.

Interrupção e Suspensão da Prescrição:

Existem duas situações que podem interromper ou suspender o curso do prazo prescricional:

  • Interrupção: Acontece quando um ato formal é praticado que "zera" o prazo, fazendo com que ele comece a contar novamente do zero. Exemplos incluem a citação em uma ação judicial, o reconhecimento da dívida pelo devedor ou um protesto judicial.
  • Suspensão: Acontece quando o prazo para de correr por um determinado período, e depois volta a contar de onde parou. Isso ocorre em situações específicas, como no caso de menores ou incapazes, enquanto a causa que impede a ação persistir.

Por que a prescrição é importante?

A prescrição tem um papel fundamental no ordenamento jurídico, pois:

  • Garante a segurança jurídica: Evita que as pessoas vivam sob a incerteza de serem cobradas por algo que aconteceu há muito tempo.
  • Promove a paz social: Ao definir um limite para as ações judiciais, contribui para a resolução de conflitos e para a estabilidade das relações.
  • Incentiva a diligência: Estimula as pessoas a exercerem seus direitos de forma oportuna.

Conclusão:

O artigo 2007 do Código Civil é um dispositivo essencial que estabelece os prazos para o exercício de direitos em juízo. Compreender o conceito de prescrição, seus prazos gerais e específicos, e as situações que podem afetá-la é crucial para quem deseja proteger seus direitos e evitar a perda da oportunidade de buscá-los judicialmente. Em caso de dúvidas sobre um direito específico, é sempre recomendado consultar um profissional do direito.